Quem não canta, não toca, mas verseja, abre um espaço para a literatura de cordel, falando de festas de viola, do mundo caipira e de coisas que nos dizem respeito.
BUSCANDO SER POETA CORDELISTA
Sendo o idealizador e um dos fundadores do Encontro de Violeiros de Irapuru, (junto com Edson Esteves e Júlio Santin), o produtor cultural, ou como prefere, ativista cultural, Renato de Jesus nunca esquece da cobrança do saudoso violeiros de Barretos Gedeão da Viola, nos bastidores do Caipirapuru 2004:
“-Renato, você não canta..., não toca..., só organiza?”.
Então, a dali, depois de matutar um pouco, ele começou a por no papel o que vinha em sua alma de mineiro de Burarama (hoje Capitão Enéas), região de Montes Claros, norte de Minas, lançando o desafio:
“Eu gosto do som da viola
Pena que não sei tocar
Mas sou bom em versejar
Da cultura tenho escola
Faço verso em qualquer hora
Passo até um dia inteiro
Compondo para violeiro
Pois busco assim divulgar
A nossa cultura popular
Por todo o chão brasileiro”





